A morte do ladrão de corações

Dias normais, já não me bastam, agora sinto a pressão do vento em meu peito. Escrevo quando não quero conversar.

Não sou bom em coisas tão emocionais.

– Vejo você sobre a ponte e acelero meu carro!

– As fotos ficaram pelo chão e tenho pressa.

…não quero enxergar a ilusão que desenhei. A música não para de tocar e a vertigem é intensa.

Reflito por tantos passos e corpos mal tratados.

Hoje vejo, os sentimentos valem mais. Fui um ladrão por muitos anos, nunca percebi o quanto retirei de MEU interior – que parecia vazio. E não é tão simples lidar com recomeços.

As tatuagens contam histórias de casos mal falados e eu quero lhe entregar suas flores tão merecidas; envio por correio, caso não queira me ver. Quero que saiba que pude perceber a loucura em viver como vivi; afinal,

um ladrão de corações não é tão bem falado assim.

E quando chega o fim, não há final feliz. Joguei minhas chaves fora, não preciso de dinheiro,

quero a liberdade.

Grite se quiser, pra mim, já chega de depoimentos e cartas informais.

É hora de meu coração sentir o que os cortes fazem

É meu momento de redenção

Deixe-me sair.

  • por ShoesOff

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