crônica vespertina #1

Apesar de tudo, demonstrava-se inconsciente. Suas escolhas não eram justificadas, na verdade, não consideravam embasamento ao seu coração. Diziam soar menos agonizante se expôr, porém, também murmuravam fatos sobre a crença em eternas paixões. Era tudo tão aleatório e, ao mesmo tempo, envolvente.

Explorar-se…teria alguém obtido êxito em um feito tão nobre? Aparentemente, modesto, mas tão profundo, como um abismo imensurável. Assim definia, ao menos, tentava – seu eu. Apenas duas letras para resumir sua maior dúvida.

Seria tão fraco assim?

Lá fora, o mundo prosseguia. As rodas não cessavam seus giros, flores mantinham-se absorvendo e liberando vida, rios seguiam seu fluxo; mas e os corações? Perpetuavam seus choques? O sangue pulsava? Talvez, sim, mas não nele.

Estimular-se, delimitar uma rota… já tentara todos os possíveis recursos – os que, ele, assim, considerava. Por noites incontáveis, observou serenas luzes em um outro mundo ( que não, seu).

Suas leituras inconstantes , acompanhadas por uma melodia sincera e lamuriosa, representavam sua porta dos fundos. Bastava preencher a melosa taça, com seu ralo sangue e dar um passo para trás.

Era muito próximo.

  • por ShoesOff

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